Thomaz Brandolin

Sempre aventureiro Thomaz Brandolin começou a ganhar gosto pelas viagensdesde  cedo e aos 16 anos já tinha viajado por todo o Brasil em excursões de turismo. Pouco antes de se formar pela Escola Superior de Propagando e Marketing, teve seu primeiro contato com o alpinismo, em 1980, através do Centro Excursionista Universitário (CEU), um clube onde ainda hoje se encontram pessoas que praticam alpinismo, espeleologia, canoagem, caminhadas e viagens de aventura em geral.


Os primeiros treinos foram no campo-escola do Pico do Jaraguá e as primeiras escaladas na cidade do Rio de Janeiro.


Participou de sua primeira expedição à “alta montanha” em 1982, na Cordilheira Branca, nos Andes peruanos. Um ano depois foi para Yosemite, na Califórnia, escalar rocha.


No início de 1984 subiu o Aconcágua. Três meses depois voltou para a Califórnia e foi morar em São Francisco, onde passou os próximos 3 anos. Neste período caminhou em 14 dos principais Parques Nacionais do oeste americano, escalou na remota Wind River Range, esteve no Havai e foi para o Alaska, onde, junto com seu amigo Bento Borges,  se tornou o segundo brasileiro a escalar o Monte McKinley, em junho de 1986.


De volta ao Brasil em 1987, no final do ano participou de sua primeira expedição no Himalaia. Integrando uma equipe polonesa tentou a primeira ascensão de inverno do Monte Makalu (8.470 m), a quinta montanha mais alta do mundo.


No verão de 1989-90 foi para sua primeira expedição na Antártica, como alpinista de apoio ao Programa Antartico Brasileiro. Passou dois meses acampado na desolada Ilha Seymour (ou Marambio), no Mar de Weddell, apoiando uma equipe de 3 geólogos da Petrobras.


Em fevereiro de 1991 subiu novamente o Aconcágua  – e dessa vez pernoitou no tôpo – como treino para o que viria a seguir: em agosto, foi para o Nepal, e dali ao Tibet, para liderar a primeira equipe brasileira a tentar subir o Monte Everest, pela face norte.


No verão 1992-93 voltou à Antártica. Dessa vez passou parte do verão na estação brasileira Comandante Ferraz, na Ilha Rei Jorge, apoiando os trabalhos de um glaciólogo da UFRGS.


Passou os dois anos seguinte se preparando para dar início ao seu Projeto Pólo Norte. Em 1995 passou 10 dias com os esquimós do extremo norte do Canadá. Em 1996 caminhou 140 km pela calota polar do Oceano Ártico, puxando um trenó e acompanhado de apenas um cão esquimó, em direção ao Pólo Norte Magnético.


No início de 1999, integrando uma equipe canadense, esquiou 100 km pela inóspita Cordilheira Torngats – extremo norte do Canadá – antes de embarcarem para a Sibéria, de onde partiu para caminhar o último grau de latitude da Terra até o Pólo Norte Geográfico, onde chegou no dia 28 de abril.


Nesses 20 anos de viagens e expedições escreveu vários artigos para os principais jornais e revistas do país e publicou dois livros. “Everest: viagem à montanha abençoada” e “Sozinho no Pólo Norte” (ambos pela L&PM).


Atualmente, entre um projeto e outro, profere palestras motivacionais para executivos e atua como gestor na Avanti Consultores, empresa referência no mercado brasileiro na utilização da metodologia vivencial para o desenvolvimento de executivos, trainnes e formandos.

A palestra

Habituado a gerenciar situações críticas que exigem planejamento preciso, uma equipe motivada e integrada, e um estilo apurado de liderança para se ter sucesso e, em última análise, “voltar vivo” das suas jornadas, Thomaz empresta aos eventos toda vivência adquirida em mais de 20 anos de gestão de pessoas.


Em sua palestra “A Fascinante Conquista do Pólo Norte”, Thomaz aborda temas como:


- Planejamento: O que dá mais trabalho? Puxar um trenó de 100kg sob 50 graus abaixo de zero ou planejar o que levar nele


Pessoas: Qualidade técnica e experiência X habilidade de trabalhar em equipe – o que é mais importante?


Visão de objetivo e a complementaridade de esforços


Equipe: o desafio de somar as qualidades individuais para maximizar a performance do time


- O poder da informação na tomada de decisões


Quebra de paradigmas: transformando conhecimento em inovação


- Imprevistos acontecem: como lidar com eles?


Os temas vão sendo abordados naturalmente, conforme vai narrando suas peripécias, comentando a ambientação ao desconhecido, seus medos, as dificuldades, os riscos de cada decisão tomada, os procedimentos de segurança, o contato com novas técnicas e equipamentos, seu encontro com uma família de ursos polares, os dias perdidos por tempestades, o gelo rachando, a dura rotina, o frio, o vento, o cansaço, o silêncio profundo, as descobertas interiores, o trabalho de auto-motivação e de controle emocional para vencer os obstáculos … e o que aprendeu com toda essa experiência e trouxe na sua “bagagem”.



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